domingo, 21 de janeiro de 2007

Continuação [atrasada] do post anterior

Então, ao chegar em casa, a moça estava, finalmente, decidida a esquecer o tal moço que não valia a pena. Resolveu ouvir música, mas cada canção tinha a melodia da voz dele. Perturbada pelas lembranças insistentes, a moça acabou adormecendo.
Teimando com sua razão, até voltou algumas vezes àquela esquina. “Talvez ele ainda passe por aqui”, pensava esperançosa. Mas aos poucos a esperança se aquietava, e a moça deixava os pensamentos lá, enquanto voltava para casa, frustrada.
Antes que atravessasse a rua, porém, a moça ouviu alguém chamando. A voz que fazia seu coração tremer, era o moço. Ela quase não acreditou, mas um abraço forte a trouxe de seus sonhos.
Foram até a lanchonete do outro lado da rua; conversaram. Novidades, histórias, risadas, e silêncio. O celular tocou, ele tinha que ir. Estava atrasado para o compromisso naquela tarde e, mesmo que não falasse, ela sabia com quem.
“É... Eu posso te ligar mais tarde?”, o moço perguntou. “Claro que pode”, a moça responde. Despedem-se com olhares. Ela ainda permaneceu na lanchonete, refletindo sobre tudo. Ele saiu apressado e preferiu não pensar agora.
E a moça foi para casa, e ficou a esperar a ligação. E o moço não ligava. Não tinha coragem. Não sabia o que fazer nem o que dizer. Muito menos, sabia o que sentia. Na dúvida, ele optou por deixar tudo do mesmo jeito.
O tempo passava, e ela esperava cada dia menos. “É, realmente ele não valia a pena”, ela sorriu. Sim, sorriu. E sorriu para aquele ‘quase’ amor que ficou no passado. Mas agora era o moço quem passava todos os dias por aquela esquina, esperando.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Republicação da melhor [quase] historinha

Resolvi mudar de blog, de novo. Diria que este ficou mais a minha cara, literalmente. Além disso, fiquei mais à vontade.

Sendo assim, republico o último texto do antigo blog [http://coloridaebela.blogspot.com/].

Sinta-se à vontade pra ler e comentar.

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Desbotou

Para ela, foi um dia quase igual àquele. Cinzento, chuvoso, preguiçoso. Ao sair do pseudo-trabalho, tudo estava quase do mesmo jeito. Só faltava ela olhar para trás ao atravessar a rua, com sua sombrinha preta, e ver o moço debaixo de chuva, sem proteção – por teimosia ou para manter a fama de mau, sabe-se lá.
Faltava o moço para segurar a sombrinha enquanto ela procurava dentro da bolsa [não era uma tarefa das mais fáceis] aquele chiclete de morango que havia comprado pra ele. Faltava o vento para desequilibrar a sombrinha e a moça – e para desconcertar o moço, que saiu apressado.
“Ah... só não vale se apaixonar por esse moço!”. Embora detestasse ouvir coisas do tipo do this, don’t do that, a moça resolveu seguir o conselho de uma colega.

Deixou as lembranças naquela esquina e foi pra casa.


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A história termina aqui?
Bom... o que você sugere, querido[a] leitor[a]? Dê seu pitaco nos comentários.